Teatro - Cinema de Fafe
Encerrado desde o princípio dos anos 80, por ameaçar ruína, a
Câmara Municipal conseguiu, em 2001, depois de aturadas negociações, adquirir o
imóvel, pelo montante 2,5 milhões de euros.
Em 2008, adjudicou a empreitada de recuperação do imóvel pelo
valor de 4.175.111,89 euros. Todo o conjunto do Teatro-Cinema foi devidamente
recuperado no âmbito das obras de requalificação, para que o imóvel possa ser
devolvido à fruição dos fafenses, como outrora, com todo o tipo de artes do
espectáculo. Por outro lado, em seu redor foi construído um edifício para apoio
técnico às actividades do Teatro-Cinema e que inclui também a instalação da
Academia de Música José Atalaya e a construção de um estúdio de cinema, que
serão inaugurados em data posterior.
O Teatro-Cinema, que aproveitou já um edifício anteriormente
existente no local, foi inaugurado, em 10 de Janeiro de 1924, com a célebre
Companhia de Aura Abranches. Era considerado, por essa altura, um dos melhores
teatros da província e rivalizava mesmo com os das grandes cidades, em
conforto, luxo, comodidade e condições de segurança para os artistas e o
público.
O cinema seria
introduzido no Teatro pouco mais de três meses após a abertura, em 20 de Abril
de 1924, enquanto o cinema sonoro aparece em finais de 1932. Nos primeiros anos
de existência da casa de espectáculos, por aqui passaram as mais famosas
companhias de teatro do país (Lucília Simões, Amélia Rey Colaço, Maria Matos,
Chaby Pinheiro, Ester Leão, Cremilda de Oliveira, Rafael Marques, Palmira
Bastos e Laura Alves, entre outras). A partir dos anos 30 do século XX, a casa
foi basicamente um local de exibição de cinema, o que se manteria até ao final
da sua vida útil, quando foi mandada encerrar pela Direcção Geral de
Espectáculos.
Além do teatro e do
cinema, a casa de espectáculos foi utilizada ao longo dos seus anos de
actividade pelas colectividades locais para mostrarem as suas produções, bem
como para a realização de festas de Carnaval e outras actividades, como sessões
de propaganda política da oposição ao Estado Novo.
Pesquisa Internet (
Grupo de Alfabetização da Santa Casa da Misericórdia)
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