quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Lenda de S. Martinho
APL 2567
Num dia estava uma grande tempestade, muita chuva, muito frio, um tempo assim horroroso, e ele [Martinho] ia a cavalo (…) e estava um pobrezinho à chuva e ao frio, sem estar coberto nem nada, à beira da estrada. E o Martinho passou no cavalo, viu o pobre lá cheio de frio, lá a um canto e desceu do cavalo e tirou a capa dele e pôs a capa por cima do pobre (…). Por sinal, o pobrezinho era Jesus Cristo e Jesus Cristo levanta-se e de repente a chuva pára, o vento pára, tudo pára e aparece o sol. E Jesus Cristo supostamente disse ao Martinho que a partir desse momento em diante, naquela altura, ia sempre haver sol, ia ser sempre o verão de S. Martinho, em homenagem a ele.
Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro,
Lenda do verão de S. Martinho
Lenda do verão de S. Martinho
APL 118
S. Martinho antes de ser Santo foi soldado do Imperador. Uma vez ia montado no seu cavalo num dia tempestuoso de chuva e vento muito embrulhado na sua capa de soldado.
Surgiu-lhe num caminho um pobrezinho de mão estendida muito magra semi-nu a tremer de frio e também de fome. O Moço cavaleiro ficou abalado, e depois de dar umas moedas ao pobre desceu do cavalo e com a própria espada cortou a capa que trazia ao meio dando uma parte ao pobre, para ele se cobrir e ficando com a outra metade para si. Passados momentos o temporal amainou as nuvens foram desaparecendo, transformando-se a tempestade num dia de sol brilhante, raro na estação do Outono.
Eis a Lenda do Verão de S. Martinho, Santo que é comemorado no dia 11 de Novembro, geralmente com um serão de família e amigos.
Diz o ditado. No dia de S. Martinho, prova o teu vinho.
Usança — Junta-se a família, convidam-se os amigos e todos se reúnem à lareira, ao redor de uma boa fogueira. É o tempo da apanhadas castanhas e nesse dia, assa-se uma grande porção num assador próprio, feito já para tal, em latão com buracos no fundo. Põe-se dependurado em cima da fogueira e enquanto assam, uns conversam, outros vão buscar o vinho.
As castanhas depois de assadas, deitam-se num cesto que se coloca ao centro, para todos lhe chegarem.
Come-se com fartura, bebe-se bem, juntando-se mais uns petiscos
que haja na ocasião. Há risos histórias e anedotas de varias espécies.
Uma para exemplo:
Havia uma mulher que gostava muito de vinho e todos os dias ia à pipa, mas às escondidas do marido.
Este, um dia morreu e então a mulher fez-lhe um grande pranto e nos dias a seguir, a vida dela era acocorada na lareira coberta com um chaile e com uma bota de vinho, sempre metida no regaço.
As vizinhas vinham vê-la e ela sempre a lamuriar-se. Estas diziam-lhe:
— Sai daí mulher! Agora queres passar a vida a prantecer!?... Ela respondia:
— Sem secar estes courinhos não apago as minhas penas, não saio daqui. Ia bebendo sempre, até a bota ficar vazia e só assim as penas se apagavam.
Fonte Biblio AFONSO, Belarmino Raízes da Nossa Terra Bragança, Delegação da Junta Central das Casas do Povo de Bragança, 1985 , p.116-117
Place of collection Sambade, ALFÂNDEGA DA FÉ, BRAGANÇA
ColectorBranca do Sacramento Rodrigues (F)
terça-feira, 4 de novembro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO
Fafe, 8 de outubro de 2014
Inicio das aulas de ALFABETIZAÇÂO
Ano lectivo 2014 / 2015
LÍNGUA PORTUGUESA
A
Língua Portuguesa ocupa, actualmente, um estatuto privilegiado no Mundo. De
ascendência românica, esta língua conquistou os Mares, dando “ novos Mundos ao
Mundo”.
Não obstante o seu prestígio, o português tem vindo a ser ameaçado
constantemente pela influência crescente do Inglês, do Mandarim e do
Castelhano. Do mesmo modo, também a Internet exerce semelhante efeito,
divulgando sobretudo a língua de Shakespeare. Acrescente-se ainda a total
ausência de uma política de
planificação linguística que promova e difunda o nosso idioma. Aliado a este factor,
e mais grave ainda, deparamos com a inoperância de organismos como a CPLP -
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ( www.cplp.org/ )
e o Instituto Camões ( www.instituto-camoes.pt/ ) e, consequentemente, com a
inexistência de incentivos à investigação e ao ensino no estrangeiro.
Contudo, os números são significativos: 230 milhões de falantes, espalhados
por quatro Continentes, elevam o Português à posição da quinta língua mais falada no Mundo e de terceira na
Europa. Para tal têm
contribuído os PALOP ( Angola, Cabo
Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e Santo Tomé e Príncipe ),
mas também a comunidade de emigrantes e a diáspora portuguesa.
Por outro lado, saliente-se o valor ancestral da língua, que desde o
século XII foi suporte da literatura e da cultura em Português. Lembrem-se os nomes
de D. Dinis, Camões, Eça de Queiroz, Jorge Amado,
Mia Couto, Saramago entre outros; e o papel fulcral de vultos como Amália,
Mariza e até mesmo Cristiano Ronaldo, Vanessa Fernandes e Nelson Évora.
Convém, por último, realçar a pressão exercida tendo em vista o
reconhecimento e a aceitação da língua portuguesa como língua oficial da ONU - Organização das Nações Unidas( www.unric.org/pt/informacao-sobre-a-onu ) , um passo importante para a sua
difusão.
Em última análise apesar das constantes ameaças, o Português é um
património inalienável, colectivo, fundador de uma noção fortíssima de
identidade e de cultura comuns.
Como disse Fernando Pessoa: “ A minha
Pátria é a Língua Portuguesa” .
( Texto - Prof.a de Língua
Portuguesa )
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Ano letivo 2014/2015
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