segunda-feira, 31 de março de 2014

A Pascoa


 Santa Casa da Misericórdia de Fafe


Grupo de Alfabetização - Professora; Maria da Conceição da Silva Alves Pinto

A PÁSCOA


Seis curiosidades sobre a Páscoa


 



A Páscoa é uma data cristã ao qual é celebrada a ressurreição de Cristo, morto por crucificação na Sexta-Feira Santa.

1. COMO SURGIU A PÁSCOA?

A Páscoa é uma data cristã ao qual é celebrada a ressureição de Cristo, morto por crucificação na Sexta-Feira Santa. Cientistas encontraram vestígios que essa data era celebrada por alguns povos antigos para comemorar a passagem do inverno para a primavera. A palavra Páscoa tem como origem o nome em hebraico e significa passagem.

2. COMO É CALCULADA A SEXTA-FEIRA SANTA?

A sexta-feira que antecede a Páscoa é conhecida como Sexta-Feira Santa ou a Sexta-Feira da Paixão. Nesse dia, os cristãos lembram o julgamento, paixão, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Essa data é uma data móvel, ou seja, não há um dia fixo ao qual ela é comemorada. Porém, esse dia é calculado como sendo a primeira sexta-feira após a mudança de estação, como a primavera no hemisfério sul e o outono no hemisfério sul.

3. POR QUE SE COME PEIXE NA SEXTA-FEIRA SANTA?

Durante a Sexta-feira Santa, é comum os cristões consumirem peixes, principalmente o bacalhau. Na verdade, esse dia é marcado por uma série de sacríficos aos quais os cristãos devem fazer como um sinal de respeito pela morte de Jesus Cristo. Um desses sacrifícios é não comer carne vermelha, ou seja, carne de animais com sangue quente (como os mamíferos).

A teoria mais válida que explica o consumo de peixe que encontramos diz que esse alimento representa a simplicidade, pois, na época em que Jesus Cristo era vivo, era o prato mais consumido pelas pessoas mais pobres, devido ao seu preço baixo. Resumindo, a Sexta-Feira da Paixão é um dia em que cristãos devem viver com simplicidade.

4. POR QUE O COELHINHO É O ENCARREGADO EM TRAZER OS OVINHOS DE CHOCOLATE NA PÁSCOA?

 


O coelhinho da Páscoa.

O coelhinho é muito aguardado pelas crianças na Páscoa. Afinal, é ele o encarregado por trazer os saborosos ovos de  chocolates que adoçam o nosso domingo. Existem duas histórias que explicam a origem do orelhudo como um personagem relacionado a essa data cristã. A primeira surgiu no Antigo Egipto, onde o coelho era considerado o símbolo do nascimento e de uma nova vida. Como a páscoa significa ressurreição, nada mais apropriado usar o coelho como símbolo dessa data. A segunda é que alguns povos antigos consideravam esse animal como o símbolo da Lua. Seguindo essa lógica, é possível que ele tenha se tornado símbolo pascoal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Existe uma lenda muito interessante que explica a razão de o coelhinho ser o encarregado por trazer os ovos de páscoa. Ela diz que, há muito tempo atrás, uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinhas e os escondeu com o objetivo de dá-los de presente para seus filhos. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelhinho passou correndo no mesmo local. Assim, espalhou-se a notícia que foi o coelho que escondeu os ovinhos. A partir desse momento, esse animal fofinho e orelhudo foi o encarregado de dar os ovinhos de chocolate para as crianças do mundo todo. Afinal, quem disse que o coelhinho da páscoa não existe?

5. POR QUE SE PRESENTEIAM AMIGOS E PARENTES COM OVOS DE CHOCOLATE NA PÁSCOA? COMO ISSO SURGIU?

Os ovos de páscoa não eram dados para serem comidos, mas como um presente que simbolizava o início da vida.O costume de presentar a família e os amigos com ovos é muito mais antigo que o próprio nascimento de Jesus Cristo. Essa prática era muito comum em culturas antigas com o objetivo de comemorar a chegada da primavera. A relação desses ovos com o cristianismo surgiu no ano de 325 no Concílio de Nicéia, onde os sacerdotes católicos adaptaram tradições antigas para fins religiosos com a intenção de atrair novos fiéis a igreja.Naquela época, os ovos de páscoa não eram dados para serem comidos, mas como um presente que simbolizava o início da vida. O ovo comestível, com chocolate, surgiu no século XVIII, quando franceses tiveram a grande ideia de produzir os ovos com chocolate. Porém, naquela época, eles recheavam ovos de galinhas com o delicioso doce. Para chegar ao formato atual de ovo de páscoa, todo feito de chocolate, foram necessários vários avanços tecnológicos na culinária.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Justiça de Fafe

Justiça de Fafe

Justiça de Fafe
Com Fafe ninguém fanfe
`
É Fafe povoação muito moderna,
Contando apenas com um século de existência.
De Moreira de Rei foi subalterna
E sobre ela alcançou magna ascendência.

Na terra decadente, em fruto avonde.
Havia outr' ora um nobre, altivo e ousado;
De Moreira de Rei era Visconde,
Politico influente deputado.

Homem franco e leal, de poucas tretas,
Não ligava a coroas e brasões;
Se o feriam, largava as etiquetas,
Correndo o atrevido a bofetões.

Nas Cortes, certo dia, a uma sessão
A tempo não chegou; e um tal Marquês,
Supondo que que o Visconde era vilão,
Censurou-o em gesto descortês.

O Visconde, que entrava pressuroso
Inda ouviu do Marquês o insulto estilo
Em que ele lhe chamava " cão tinhoso",
Mas sentou-se fingindo-se tranquilo.

Finda a sessão ao Maquês petulante
A frase censurou, de audácia rara;
Porém este, num gesto provocante,
Arremessou-lhe a fina luva à cara.

Ajustou-se o duelo, e competia
A escolha de armas ao Visconde.
Marcou-se p'ra o encontro a hora, o dia
E o local, que eu nunca soube aonde.

Ocultos da polícia e dos meirinhos,
No sítio da pendência, o fidalgote
Compareceu, assim como os padrinhos
Veio o Visconde e um homem c'um caixote...

E dentro deste as armas escolhidas
Pelo Visconde: as armas dos pataus!
Nem 'spadas nem pistolas homicidas:
Eram dois resistentes varapaus!!!

O Marquês, em tais armas logo inepto,
Ao ver aqueles paus de marmeleiro,
Forçado a aceitar o estranho repto
Pegou por sua vez num dos fueiros.

Começou a sessão da bordoada:
E o Visconde, com  amor e placidez,
Deu-lhe tanta e tão pouca fueirada
Que o lombo pôs num feixe ao tal Marquês.

Mau grado tudo ser gente de siso,
Os presentes, em vez de lamentar,
Não conseguiram sufocar o riso,
Findando o duelo em gargalhada alvar.

Da hilariedade ao ver o desaforo,
Acode gente; e além daquela gafe,
Começam todos a gritar em coro;
« - Oh! Viva! Viva a Justiça de Fafe!!!»
                                   
                         ( » Inocêncio Carneiro de Sá» )
                         ( « Barão de Espalha Brasas»  )

(Poesia da saca da Sapataria Vimar)        

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Teatro Cinema de Fafe

tc

                                      Teatro - Cinema de Fafe                  

Encerrado desde o princípio dos anos 80, por ameaçar ruína, a Câmara Municipal conseguiu, em 2001, depois de aturadas negociações, adquirir o imóvel, pelo montante 2,5 milhões de euros.

Em 2008, adjudicou a empreitada de recuperação do imóvel pelo valor de 4.175.111,89 euros. Todo o conjunto do Teatro-Cinema foi devidamente recuperado no âmbito das obras de requalificação, para que o imóvel possa ser devolvido à fruição dos fafenses, como outrora, com todo o tipo de artes do espectáculo. Por outro lado, em seu redor foi construído um edifício para apoio técnico às actividades do Teatro-Cinema e que inclui também a instalação da Academia de Música José Atalaya e a construção de um estúdio de cinema, que serão inaugurados em data posterior.
O Teatro-Cinema, que aproveitou já um edifício anteriormente existente no local, foi inaugurado, em 10 de Janeiro de 1924, com a célebre Companhia de Aura Abranches. Era considerado, por essa altura, um dos melhores teatros da província e rivalizava mesmo com os das grandes cidades, em conforto, luxo, comodidade e condições de segurança para os artistas e o público.
 O cinema seria introduzido no Teatro pouco mais de três meses após a abertura, em 20 de Abril de 1924, enquanto o cinema sonoro aparece em finais de 1932. Nos primeiros anos de existência da casa de espectáculos, por aqui passaram as mais famosas companhias de teatro do país (Lucília Simões, Amélia Rey Colaço, Maria Matos, Chaby Pinheiro, Ester Leão, Cremilda de Oliveira, Rafael Marques, Palmira Bastos e Laura Alves, entre outras). A partir dos anos 30 do século XX, a casa foi basicamente um local de exibição de cinema, o que se manteria até ao final da sua vida útil, quando foi mandada encerrar pela Direcção Geral de Espectáculos.
 Além do teatro e do cinema, a casa de espectáculos foi utilizada ao longo dos seus anos de actividade pelas colectividades locais para mostrarem as suas produções, bem como para a realização de festas de Carnaval e outras actividades, como sessões de propaganda política da oposição ao Estado Novo.
 Pesquisa Internet ( Grupo de Alfabetização da Santa Casa da Misericórdia)

terça-feira, 1 de outubro de 2013