quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Justiça de Fafe
Justiça de Fafe
Com Fafe ninguém fanfe
`
É Fafe povoação muito moderna,
Contando apenas com um século de existência.
De Moreira de Rei foi subalterna
E sobre ela alcançou magna ascendência.
Na terra decadente, em fruto avonde.
Havia outr' ora um nobre, altivo e ousado;
De Moreira de Rei era Visconde,
Politico influente deputado.
Homem franco e leal, de poucas tretas,
Não ligava a coroas e brasões;
Se o feriam, largava as etiquetas,
Correndo o atrevido a bofetões.
Nas Cortes, certo dia, a uma sessão
A tempo não chegou; e um tal Marquês,
Supondo que que o Visconde era vilão,
Censurou-o em gesto descortês.
O Visconde, que entrava pressuroso
Inda ouviu do Marquês o insulto estilo
Em que ele lhe chamava " cão tinhoso",
Mas sentou-se fingindo-se tranquilo.
Finda a sessão ao Maquês petulante
A frase censurou, de audácia rara;
Porém este, num gesto provocante,
Arremessou-lhe a fina luva à cara.
Ajustou-se o duelo, e competia
A escolha de armas ao Visconde.
Marcou-se p'ra o encontro a hora, o dia
E o local, que eu nunca soube aonde.
Ocultos da polícia e dos meirinhos,
No sítio da pendência, o fidalgote
Compareceu, assim como os padrinhos
Veio o Visconde e um homem c'um caixote...
E dentro deste as armas escolhidas
Pelo Visconde: as armas dos pataus!
Nem 'spadas nem pistolas homicidas:
Eram dois resistentes varapaus!!!
O Marquês, em tais armas logo inepto,
Ao ver aqueles paus de marmeleiro,
Forçado a aceitar o estranho repto
Pegou por sua vez num dos fueiros.
Começou a sessão da bordoada:
E o Visconde, com amor e placidez,
Deu-lhe tanta e tão pouca fueirada
Que o lombo pôs num feixe ao tal Marquês.
Mau grado tudo ser gente de siso,
Os presentes, em vez de lamentar,
Não conseguiram sufocar o riso,
Findando o duelo em gargalhada alvar.
Da hilariedade ao ver o desaforo,
Acode gente; e além daquela gafe,
Começam todos a gritar em coro;
« - Oh! Viva! Viva a Justiça de Fafe!!!»
( » Inocêncio Carneiro de Sá» )
( « Barão de Espalha Brasas» )
Com Fafe ninguém fanfe
`
É Fafe povoação muito moderna,
Contando apenas com um século de existência.
De Moreira de Rei foi subalterna
E sobre ela alcançou magna ascendência.
Na terra decadente, em fruto avonde.
Havia outr' ora um nobre, altivo e ousado;
De Moreira de Rei era Visconde,
Politico influente deputado.
Homem franco e leal, de poucas tretas,
Não ligava a coroas e brasões;
Se o feriam, largava as etiquetas,
Correndo o atrevido a bofetões.
Nas Cortes, certo dia, a uma sessão
A tempo não chegou; e um tal Marquês,
Supondo que que o Visconde era vilão,
Censurou-o em gesto descortês.
O Visconde, que entrava pressuroso
Inda ouviu do Marquês o insulto estilo
Em que ele lhe chamava " cão tinhoso",
Mas sentou-se fingindo-se tranquilo.
Finda a sessão ao Maquês petulante
A frase censurou, de audácia rara;
Porém este, num gesto provocante,
Arremessou-lhe a fina luva à cara.
Ajustou-se o duelo, e competia
A escolha de armas ao Visconde.
Marcou-se p'ra o encontro a hora, o dia
E o local, que eu nunca soube aonde.
Ocultos da polícia e dos meirinhos,
No sítio da pendência, o fidalgote
Compareceu, assim como os padrinhos
Veio o Visconde e um homem c'um caixote...
E dentro deste as armas escolhidas
Pelo Visconde: as armas dos pataus!
Nem 'spadas nem pistolas homicidas:
Eram dois resistentes varapaus!!!
O Marquês, em tais armas logo inepto,
Ao ver aqueles paus de marmeleiro,
Forçado a aceitar o estranho repto
Pegou por sua vez num dos fueiros.
Começou a sessão da bordoada:
E o Visconde, com amor e placidez,
Deu-lhe tanta e tão pouca fueirada
Que o lombo pôs num feixe ao tal Marquês.
Mau grado tudo ser gente de siso,
Os presentes, em vez de lamentar,
Não conseguiram sufocar o riso,
Findando o duelo em gargalhada alvar.
Da hilariedade ao ver o desaforo,
Acode gente; e além daquela gafe,
Começam todos a gritar em coro;
« - Oh! Viva! Viva a Justiça de Fafe!!!»
( » Inocêncio Carneiro de Sá» )
( « Barão de Espalha Brasas» )
(Poesia da saca da Sapataria Vimar)
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Com Fafe ninguém fanfe.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Teatro Cinema de Fafe
Teatro - Cinema de Fafe
Encerrado desde o princípio dos anos 80, por ameaçar ruína, a
Câmara Municipal conseguiu, em 2001, depois de aturadas negociações, adquirir o
imóvel, pelo montante 2,5 milhões de euros.
Em 2008, adjudicou a empreitada de recuperação do imóvel pelo
valor de 4.175.111,89 euros. Todo o conjunto do Teatro-Cinema foi devidamente
recuperado no âmbito das obras de requalificação, para que o imóvel possa ser
devolvido à fruição dos fafenses, como outrora, com todo o tipo de artes do
espectáculo. Por outro lado, em seu redor foi construído um edifício para apoio
técnico às actividades do Teatro-Cinema e que inclui também a instalação da
Academia de Música José Atalaya e a construção de um estúdio de cinema, que
serão inaugurados em data posterior.
O Teatro-Cinema, que aproveitou já um edifício anteriormente
existente no local, foi inaugurado, em 10 de Janeiro de 1924, com a célebre
Companhia de Aura Abranches. Era considerado, por essa altura, um dos melhores
teatros da província e rivalizava mesmo com os das grandes cidades, em
conforto, luxo, comodidade e condições de segurança para os artistas e o
público.
O cinema seria
introduzido no Teatro pouco mais de três meses após a abertura, em 20 de Abril
de 1924, enquanto o cinema sonoro aparece em finais de 1932. Nos primeiros anos
de existência da casa de espectáculos, por aqui passaram as mais famosas
companhias de teatro do país (Lucília Simões, Amélia Rey Colaço, Maria Matos,
Chaby Pinheiro, Ester Leão, Cremilda de Oliveira, Rafael Marques, Palmira
Bastos e Laura Alves, entre outras). A partir dos anos 30 do século XX, a casa
foi basicamente um local de exibição de cinema, o que se manteria até ao final
da sua vida útil, quando foi mandada encerrar pela Direcção Geral de
Espectáculos.
Além do teatro e do
cinema, a casa de espectáculos foi utilizada ao longo dos seus anos de
actividade pelas colectividades locais para mostrarem as suas produções, bem
como para a realização de festas de Carnaval e outras actividades, como sessões
de propaganda política da oposição ao Estado Novo.
Pesquisa Internet (
Grupo de Alfabetização da Santa Casa da Misericórdia)
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TEATRO CINEMA
domingo, 20 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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